Repensar a Gestão das Marés de Algas

Apanha e Monitorização de Marés de Algas

A Easy Harvest tem como objetivo inovar soluções para gerir marés de macroalgas, criando métodos e sistemas de apanha de grande escala para mitigar os impactos negativos associados.

Sistema de Aspiração de Algas

Desenvolvemos sistemas de recolha de biomassa de macroalgas flutuantes de elevado rendimento para otimizar a logística e oferecer alternativas a apanhas com máquinas pesadas convencionais.

O nosso sistema aspira algas diretamente da coluna de água, garantindo uma biomassa fresca, de alta qualidade e sem areia. Adicionalmente, o nosso método é selectivo e permite trabalhar independentemente da maré, protegendo os ecossistemas costeiros.

Forma Mais Inteligente de Apanhar Algas

As práticas de gestão de marés de macroalgas convencionalmente utilizam meios mecânicos que criam danos colaterais à recolha das algas, nomeadamente: compacta a areia, danifica a vegetação dunar e acelera a erosão costeira ao remover areia juntamente com as algas.

Com o nosso método é possível mitigar os arrojamentos enquanto preserva a dinâmica natural das praias, protege o litoral e aumenta o potencial de valorização desta biomassa.

A Crescente Maré de Algas

As marés de macroalgas são eventos globais, associados a espécies oportunistas ou invasoras com taxas de crescimento acima da média e por vezes, ausência de predadores. Estes eventos geram milhares de toneladas anualmente que se depositam nas praias, criando impactos negativos tais como a eutrofização costeira, perda de biodiversidade, e afetam os ecossistemas marinhos e as economias locais associadas, como o turismo e a pesca.

Algumas espécies são invasoras, perturbando ecossistemas marinhos e reduzindo a biodiversidade.

Assim, a urgência é clara: é necessário repensar os métodos de recolha e gestão destes arrojamento de macroalgas e transformar esta maré problemática numa oportunidade.

Rugulopteryx Okamurae

Um Desafio e uma Oportunidade

A Rugulopteryx okamurae, é uma macroalga castanha, nativa do noroeste do Pacífico, que invadiu o sul da Europa, afetando principalmente o Mediterrâneo Ocidental (Espanha, França, Itália, Marrocos) e costa atlântica (Portugal, Espanha). A sua rápida expansão cria densos tapetes em zonas rochosas submersas, substituindo várias espécies nativas, provocando uma alteração no ecossistema e das cadeias alimentares. Adicionalmente, o arrojamento de milhares de toneladas de biomass cria desafios significativos de gestão, afetando a pesca, turismo e economia local.

No entanto,

No entanto, esta biomassa é um recurso promissor. Com conteúdo em compostos de valor acrescentado, as marés de R. okamurae representam uma fonte de matéria-prima que hoje é desvalorizada. Valorizar esta espécie invasora é um forma de mitigar o seu impacto ecológico e apoiar indústrias emergentes em setores bio: fertilizantes, materiais, têxteis, nutracêuticos, entre outros — transformando assim uma crise ambiental num exemplo da economia circular.

Rugulopteryx okamurae

Vamos Colaborar?

Queres colaborar, conhecer o nosso método de apanha ou explorar aplicações com algas? Queremos ouvir a tua opinião.

Rema Contra A Maré,

Ao longo do nosso litoral, vastas quantidades de biomassa de algas esperam para serem valorizadas. Nós não vemos desperdício, mas sim potencial. Ao valorizar estas marés de macroalgas, podemos apoiar novas indústrias sustentáveis, impulsionar a inovação e criar um impacto ambiental positivo. Vamos conversar.